Dezembro
The good, the bad, and the ugly
The good…
Organizei o amigo secreto da classe da Catu junto com uma amiga e foi um sucesso (apesar de alguns pais burros que não sabem como funciona um amigo secreto — ver “The ugly”).
Leo recebeu um boletim escolar cheio de elogios. A estrada é longa, o caminho é deserto, mas a gente está conseguindo espantar os lobo-maus e, na boa, só nós sabemos o quanto somos foda.
Catu e eu organizamos mais uma venda de cookies e levantamos $25 para o Malala Fund.
Recebemos amigos para o Natal e para o Ano Novo e não apenas não pirei como também curti!
The bad…
Um resfriado depois de anos! Acho que tentei abraçar o mundo e chegou o boleto.
Catu na lição de matemática. Antes eu gostava do desafio de ensinar. Hoje, quando ela fala que tem dever de matemática eu quero morrer. Não é que ela não entende a matéria, ela simplesmente não acredita que entende e resmunga o tempo inteiro até explodir de frustração e rasgar as páginas do livro com a caneta.
A dor no meu quadril continua, fiz todo o processo investigativo de raio X, ressonância etc, e a conclusão do médico é que eu devo ir a um podólogo para fazer palminhas sob medida. Sim, podólogo. Sim, palmilhas. Além disso, ele propôs que eu simplesmente pare de me mexer. A medicina na França é uma máquina de tomar no cu.
The ugly…
O que eu temia aqui no Substack aconteceu. Acho que sempre chega a hora, mas ainda assim é dolorido. Pela primeira vez, perdi um assinante. Sim, perdi. Eu tinha 265 assinantes e agora tenho 264.
Vamos ver quem me conhece: queria muito saber quem é para: A) Deixar quieto e entender que a vida é assim, às vezes ganhamos, às vezes perdemos, problema do ex-assinante, todos têm direito de fazer o que quiser nas redes sociais; B) Ir atrás para entender por que resolveu cancelar a assinatura e em que posso melhorar; ou C) Descobrir quem é, pesquisar seu nome, fuçar seu Instagram e entrar em 2026 com um forte candidato a vudu e em poucos dias esquecer disso tudo.
Durante o amigo secreto da Catu eu tive vontade de esbofetear uma mãe que achou que amigo secreto era simplesmente comprar um presente e o filho Arthur dar para quem quiser. O filho Arthur deu o presente pro garoto Lucas que a Catu tirou, enquanto a menina que Arthur tinha originalmente tirado, a menina Andrea, ficou sem. Resultado: Catu e menina Andrea putaças, e eu também porque tenho seis anos.
Porra, eles receberam o nome do amigo secreto por e-mail e acharam o que, que Andrea era nome de uma rena? Claro que o presente que compraram era um troço de carrinho que a menina compreensivelmente não quis. Eu, no lugar dela, teria segurado o choro. Me fez lembrar de um amigo secreto na escola em que ganhei um livro sobre direitos da criança e achei tão inadequado e ruim que chorei de raiva. Foi, de longe, o pior presente da classe.
É isso.
Na newsletter passada esqueci de desejar feliz Ano Novo aos meus leitores, ensimesmada que sou. Que seus sonhos estejam a seu alcance e que você saiba tropeçar nos obstáculos que fazem crescer.
Por fim: estou promovendo uma campanha. Você assina minha newsletter por menos que UM (1) módico euro por mês (nem meio cafezinho) e, quando eu atingir 50 assinantes, passarei a doar METADE do valor arrecadado para caridade. Ou seja: você estará doando 3 reais para mim e 3 reais para caridade.
Faltam apenas 39 assinantes.
Bora começar 2026 num funcional de karma?
E me ajude a espalhar também!
E não cancele a assinatura — se você chegou até aqui é porque vale, acho. Sei lá.



Amei esta resenha do ano! Vai firme, miha escritora favorita!